Prestação da casa vai ser revista: quanto pode subir em maio
A prestação da casa pode voltar a subir para muitas famílias com crédito habitação a taxa variável.
O motivo está na Euribor, a taxa usada como referência em grande parte dos empréstimos à habitação em Portugal. Quando o contrato é revisto, o banco atualiza a prestação com base na média da Euribor correspondente ao prazo contratado: 3, 6 ou 12 meses.
Segundo o Banco de Portugal, nos créditos com taxa variável, a taxa de juro resulta da soma entre o indexante — normalmente a Euribor — e o spread definido no contrato.
O que muda agora?
A revisão de maio pode pesar mais no bolso porque as médias recentes da Euribor ficaram acima das usadas em revisões anteriores.
Exemplo simples: num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, com spread de 1%, a subida pode representar dezenas de euros por mês. Em alguns casos, quem tem revisão anual pode pagar mais de 600 euros num ano só por causa da atualização da taxa.
Porque é que nem todos pagam o mesmo?
Porque a prestação não muda todos os meses para toda a gente.
Depende de três coisas:
- Prazo da Euribor no contrato: 3, 6 ou 12 meses.
- Mês da revisão do empréstimo.
- Capital ainda em dívida e prazo que falta pagar.
Ou seja: dois vizinhos podem ter casas parecidas, bancos parecidos e empréstimos parecidos, mas ver subidas diferentes porque a revisão acontece em datas diferentes.
O que deves fazer?
Antes de aceitares a nova prestação como inevitável, confirma três pontos:
- qual é a Euribor do teu contrato;
- quando é feita a próxima revisão;
- se o teu spread ainda está competitivo.
Se a prestação subir, não olhes só para o valor mensal. Olha para o impacto anual. Uma subida de 40 ou 50 euros por mês pode parecer “controlada”, mas ao fim de 12 meses já são 480 a 600 euros a sair do orçamento familiar.
Também podes pedir ao banco uma simulação para taxa mista ou fixa, mas compara sempre o custo total, não apenas a prestação inicial.
Conclusão
A revisão da prestação da casa em maio não vai afetar todos da mesma forma, mas quem tem taxa variável deve estar atento.
O erro é só olhar para a carta do banco quando ela chega. O mais importante é antecipar a revisão, comparar propostas e perceber se ainda estás a pagar uma taxa ajustada ao mercado.
No bolso, a diferença pode ser muito maior do que parece.
Fontes
Banco de Portugal — Taxas de juro no crédito à habitação
Banco de Portugal — Taxa de juro fixa ou variável
European Money Markets Institute — Euribor® rates


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